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Gato Pardo

Para quem conhece, vocês estão mais que vacinados. Vocês não conhecem isto? São maiores de idade? Trazem o vosso cartão de cidadão, boletim de vacinas e resgisto criminal? Não? Fantástico!!!

Gato Pardo

Para quem conhece, vocês estão mais que vacinados. Vocês não conhecem isto? São maiores de idade? Trazem o vosso cartão de cidadão, boletim de vacinas e resgisto criminal? Não? Fantástico!!!

Não seria mais fácil dar dinheiro? É que vai dar ao mesmo e aí sim, pode-se mesmo gastar onde um gajo quiser...

18.12.14publicado por Gato Pardo

Tertúlia de café entre um cigarro e outro.

- Então, já estás a destilar de espírito natalício? - questionaram-me.

- Não, nem por isso. Mas já adquiri o que pretendia para quem pretendia. E tu? - perguntei.

- Sim, também já comprei tudo. Este ano vai tudo despachado a cartões oferta. Não tenho pachorra para perder tempo a pensar no que oferecer. Deixo esse trabalho para a própria pessoa... Ela que compre algo que goste.

Admito que fiquei a matutar no assunto. Será que nos tornámos seres de tal forma vegetativos que já nem nos damos ao trabalho de quando compramos um presente de Natal destinado a uma determinada pessoa, pensar realmente no que estamos a oferecer? Fica tudo reduzido a um mero cartão com um valor anexado e um voto tipo "olha, gosto imenso de ti mas entre masturbar-me ao som dos Delfins e passar duas horas a percorrer uma superfície comercial para encontrar algo que saberia de antemão que irias gostar, perdeste para o Miguel Ângelo...e eu nem sequer gosto do Miguel Ângelo!".

Não consigo concordar com o conceito de cartões brinde. É preguicite em estado agudo. É como adorar comer um bom prato de massa durante 20 anos a fio no restaurante da esquina e nunca se dar ao trabalho de comprar um pacote de esparguete e ter tentado sequer fazer alguma coisa daquilo. Porquê? Porque dá uma trabalheira dos diabos. Implica aquecer água, juntar um fio de azeite e pouco mais. Cansativo, certo?

Uns anos atrás recebi um destes famigerados cartões. Ainda o tenho na minha posse. Dá-me imenso jeito para quando snifo linhas de cocaína ou preciso de arrombar a minha porta de casa.